O objeto, aquilo que existe no real, que é factual e visível. Mas o que está por traz disso tudo, o que nós pensamos sobre. O pensamento do homem não pode mudar o que é real, mas dar a este um valor significativo. O poeta se rende a alteridade do mundo e cria a partir daí sonhos e idealismos, significados do real para o imaginário. O texto expõe o objeto não somente como algo estático e ‘que é o que é’, mas como algo que tem linguagem, que fala e interpreta o mundo e o homem. Assim somos subjugados ao pensamento que esses objetos nos impõem, mesmo nós pensando que é o contrário que acontece. O que está lá fora, além do nosso pensamento, nos desafia e nos convoca para sair em busca de decifrá-lo, aquilo que os cientistas buscam, Peirce denomina, dentro de sua tríade, de objeto, o que será representado pelo signo e interpretado pelo interpretante. O objeto possui significado próprio independente da representação que o damos. Como Peirce diz: “uma coisa é ser, outra, ser representado”. Este objeto é atemporal, não está sujeito ao ambiente nem a natureza, pois ele faz parte da própria natureza, que não pode ser afetado por nós, ele é ‘o outro’. O cientista busca, através da experimentação e confronto, o significado deste objeto, enquanto que o artista encontra esse significado na poética, no intimo do sentimento, nas possibilidades futuras, a busca do belo não visível, mas sim notável e transferível através do real para o interior do ser, do imaginário, onde a “matéria morta” desperta sentimentos vivos. Esta análise fundamente o Realismo de Peirce onde se admite a existência do objeto como sendo real e externa a nossa vontade e pensamento, mas que a partir do qual gera a teia de pensamento e conhecimento que adquirimos. O crescimento evolutivo como sendo algo que devemos interiorizar o signo, para depois exteriorizá-lo e confrontá-lo e por fim interiorizá-lo novamente. Peirce não se contentava com o simples e sim com o despertar de significados e filosofias. O universo fala, possui linguagem própria e as vezes indecifrável, onde nossa linguagem humana tenta codificá-la, quando um dia perceberemos que não é nossa ‘a nossa idéia de mundo’.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
SEMIÓTICA - Análise semiótica do filme Em nome da Rosa

O filme Em nome da rosa é um omónimo do livro de Umberto Eco e conta a história que ocorreu em 1327 (séc XIV) num mosteiro Beneditino Italiano que possui na época o maior acervo já existente. Um monge é chamado para investigar vários crimes que estavam acontecendo.
Trazendo para visão semíotica a primeira que destaco é a forma como os monges morriam. Atraves do contato com os livros que estavam com as páginas envenenadas, uma forma de dizer que quem le-se aquele livro morreria e não somente literalmente. Nessa epoca a leitura de alguns livros era proibida para quase todos, somente alguns monges tinham acesso e permissão para lê-los.
O livro tambem é um simbolo da busca pela verdade, então aquele que tivesse acesso aos livros serão conhecedores da verdade, fazendo tambem mensão a religião com as palavras de Jesus: "conheceis a verdade e ela vos libertará".
O filme é repleto de metáforas em diversos assuntos, como: misticismo, racionalismo, problemas economicos, socias e políticos e principalmente o poder da igreja na epoca.
O filme faz uma critica implícita sobre o poder exercido na epoca pela igreja, onde proibia que qualquer pessoa questionasse a vericidade da igreja, o que tambem pode ser notado pelas cenas que mostram as proibições e discriçoes que a igreja tentava manter, sempre tentar estar nas sombras para que ninguem fosse conhecedor de algo e assim pudesse ser manipulado pela mesma de modo inquestionável, o que novamente vem a máxima: "conheceis a verdade e ela vos libertará", aquele que tivesse acesso a conhecimentos que somente a igreja conhecia seria livre dela.
Outro simbolo é o uso da ciencia naquela época. O renascimento estava ainda se desenrolando e este pregava a valorização do homem, não somente o divinal, e numa época onde a igreja tentava explicar tudo atraves do mistico, o monge chega e tenta arranjar explicações para os ocorridos atraves da ciencia e da razão.
O filme é repleto de sutilezas simbolicas que muitas vezes podem passar despercebidos por quem assiste mas se analisado separadamente dará maior sentido a trama como toda.
sexta-feira, 4 de março de 2011
SEMIÓTICA - análise de site na Primeiraidade de Peirce
Site: http://www.dakota.com.br
O site começa com um deslumbramento de cores,luzes e risos mostrando o carater alegre que o site deseja despertar no usuario.
Possui varias paginas com os modelos de sandalias, visivelmente induzindo o que ele deseja que o usuario pense ao entrar: o sentimento de consumir.
A página com a revista eletronica da loja faz com que passamos tempo lendo e vendo não só a propaganda do produto vendido pela empresa como dicas gerais de como usar esses produtos e outras coisas mais.
A mudança no tom de cor conforme o tempo que vc passa no site dar um ar de serenidade e levesa, o que faz o ususario sentir-se bem diante dele.
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
SEMIÓTICA - definição e simbolo!
As Notas musicais trazem consigo milhoes de significados! Para um musico ou um conhecedor de partitura ela significa o som da letra de uma musica qualquer que sera compreendida por ele, mas para um leigo musical mesmo sem compreender o qual som aquela nota faz ela ja passa a ideia de musica, de som, de melodia e de algo agradavel, ou seja, musicalidade - desperta emoçoes, e vai muito mais alem disso!DEFINIÇÃO DE SEMIÓTICA
A semiótica provém da raiz grega ‘semeion’, que denota signo. Assim, desta mesma fonte, temos ‘semeiotiké’, ‘a arte dos sinais’. Esta esfera do conhecimento existe há um longo tempo, e revela as formas como o indivíduo dá significado a tudo que o cerca. Ela é, portanto, a ciência que estuda os signos e todas as linguagens e acontecimentos culturais como se fossem fenômenos produtores de significado, neste sentido define a semiose.
Ela lida com os conceitos, as idéias, estuda como estes mecanismos de significação se processam natural e culturalmente. Ao contrário da lingüística, a semiótica não reduz suas pesquisas ao campo verbal, expandindo-o para qualquer sistema de signos – Artes visuais, Música, Fotografia, Cinema, Moda, Gestos, Religião, entre outros.
Fonte: http://www.infoescola.com/filosofia/semiotica/
E acrescento ainda: a semiótica é o estudo de tudo que nos revela significado, que nos passa uma mensagem independente da linguagem utilizada, seja ela verbal ou não, pois utiliza-se da percepção das coisas a nossa volta e o que nos leva a investigar o sentindo dessas coisas.
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